sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ouro no vôlei sentado

São Paulo já tem um representante confirmado na Paraolimpíada de Pequim, em 2008. Renato de Oliveira Leite (centro), 25 anos, morador do bairro Jabaquara, conquistou a medalha de ouro no Vôlei Sentado no Parapan do Rio no último mês e a vaga para os Jogos Paraolímpicos. Ele também foi escolhido o melhor jogador da modalidade no País pela Associação Brasileira de Vôlei Paraolímpico.

Renato tem uma história de vida marcante. Sua trajetória mistura o amor pelo esporte, tragédia, reviravoltas e muitas vitórias.

Jogador de futebol amador na adolescência, quando atuava no meio de campo do São Caetano, seu sonho era se profissionalizar. Uma tragédia em janeiro de 2002, no entanto, o tirou dos gramados, mas não do esporte. Ele sofreu um acidente enquanto fazia um “bico” como motoboy e perdeu parte da perna direita. “O mais irônico foi que a pessoa que me atropelou foi o pai de um grande astro do vôlei, o Marcelo Negrão (medalha de ouro na olimpíada de Barcelona, em1992)”, conta Renato, que diz não ter recebido qualquer assistência do motorista.

Mesmo depois do acidente, o atleta não largou o esporte. Tentou voltar ao futebol, mas viu no vôlei um futuro mais promissor: “O futebol não é um esporte paraolímpico. Quando escolhi o vôlei, já estava pensando no futuro”, diz. Renato também se formou em Educação Física e hoje faz pós-graduação na área de reabilitação no Lar Escola São Francisco.
A grande consagração veio com a medalha de ouro no Rio de Janeiro. A meta agora é Pequim. “Vamos trabalhar com a perspectiva de medalha, apesar de encarar times de peso como Irã e Bósnia”, avalia Renato.

O atleta, no entanto, destaca que ainda há muita a se fazer pela modalidade. “Estamos prestes a fechar novos patrocínios e recebendo melhorias na estrutura de treinamento e competições. Isso, além das medalhas que podemos conquistar, vai fortalecer e popularizar o esporte”, acredita.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Quem paga o pato?

Por Danilo Lavieri Ribeiro

Nestes últimos dias, muitas bombas políticas vêm estourando. Uma delas, que não vou entrar no mérito da questão, é Renan Calheiros. Absolvido de acusação por 40 votos a 35. Sobre isso, só tenho que repetir a frase de meu companheiro Paulo Júnior. “Me vê uma pizza meia Renan, meia Calheiros, capricha na cebola e reparte com esse povo brasileiro”.

Outra bomba foi o caso MSI/Corinthians. Desde o começo, a parceria era suspeita. Com pessoas procuradas por polícias de todas as partes do mundo, o Timão viu no dinheiro a esperança de títulos. Ele veio. O Campeonato Brasileiro de 2005 foi conquistado de forma meio ‘xoxa’, com uma mãozinha do Sveiter e de Márcio Rezende de Freitas, mas foi comemorado como um legítimo tetracampeonato.

Para finalizar, o caso do ‘xerox’ na Fórmula 1. A McLaren foi pega copiando o carro da Ferrari. É no mínimo estranho. Apesar da punição, diga-se de passagem, o único caso que até agora teve conseqüências, considero que existe aí outra pizza. Tento explicar o porquê.

A escuderia inglesa foi condenada a pagar U$ 100 MILHÕES. Dinheiro suficiente para deixar uma família sem trabalhar por umas 15, 20,30 gerações? Mas um valor irrisório para a punida. Não me ache louco. Entenda o motivo: Em um investimento de tecnologia, as equipes chegam a gastar muito com isso, até mais do que essa tal multa. Além disso, por cada corrida vencida, prêmios e bônus são concedidos. Nesta cópia, os ingleses têm um carro de alto desempenho sem muito investimento e, com este, já conquistou inúmeros GPs este ano. Convencido(a)?

Outro ponto a ser discutido é a punição ou não dos envolvidos (in)diretos no assunto. Antes de discorrer sobre o tema, preciso esclarecer. Se for provado que qualquer um dos pilotos ou jogadores colaborou ou apenas sabiam dos esquemas, toda a discussão abaixo perde o sentido. A punição deveria ser imediata.

Mas, partindo do pressuposto de que, como Lula, eles não sabem de nada. É justo que a carreira de um jogador seja queimada pela safadeza de um interesseiro? De uma pessoa que brinca com o sentimento de milhões de torcedores, de fãs, de amantes do esporte?Por outro lado, é justo o Internacional ter perdido o título para um time que era financiado pelo tráfico, pelo dinheiro lavado? Assim funciona na corrida. É justo com a Ferrari competir contra sua própria tecnologia? Mas é justo tirar os brilhantes pontos de um corredor como Hamilton? Juro que essas perguntas me deixam mais sem resposta do que ‘Quem matou Taís?’.

No final, acredito que não existe a punição que deixaria tudo justo. Mas menos justo ainda seria deixar você, que leu esse texto grande, sem minha opinião. Meu veredicto final vai para o cancelamento do título do Corinthians e para a retirada de pontos dos corredores ‘ilegais’. Para chegar a tal conclusão, penso que justiça por justiça, as conquistas foram feitas através de meios sujos.

Mas quero saber a sua opinião. O quê você acha? Pare de discutir quem matou Taís e pense em algo útil. Comente e vote na enquete.

Fotos:

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Lugar de rei é no trono!!!

O US Open tem um novo tetracampeão. Trata-se de Roger Federer, o suíço ganhou o torneio pelo quarto ano consecutivo e tornou-se o primeiro não americano a ganhar 4 troféus do Grand Slam dos EUA. Na final, o atual rei das quadras de tênis ganhou nada mais nada menos que de Novak Djokovic por 3x0.


Muitos vão falar que dois sets foram 7 a 6, mas o suíço venceu sem perder set na final. Sabe quantos set points Federer salvou contra Djokovic? Nada mais nada menos que sete. Sem contar que nas quartas-de-final passeou contra Andy Rodick e na semi-final? Passeou contra Davydenko. Ambos 3x0.


O atleta mostrou-se muito feliz com a conquista e o modo que ela veio. "Os outros caras perderam suas chances. Ao final de tudo, olhar para trás e ver que bati o Roddick, Davydenko e o Djokovic em sets diretos, é inacreditável para mim. Não esperava por isso depois de ter enfrentado problemas contra o Isner e o Lopez", completou o líder do ranking.


Federer chega a conquista de 7 milhões de dólares na temporada. São 6 conquistas no ano, sendo 3 Grand Slam, Wimbledon, US Open e Aberto da Austrália. É a segunda maior quantia conquistada por um só tenista. A primeira? Pertence a um suíço, tal de Roger Federer no ano de 2006, quando ganhou nada mais nada menos que 8.343.885 de dólares. Parabéns ao rei do tênis. E aguardemos se alguém conseguirá bater Roger na Masters Cup.


O título do feminino ficou com a também líder do ranking Justine Henin. Esse foi seu sétimo Grand Slan da carreira, antes tinha vencido 1 vez o Aberto da Austrália e o US Open, além de 4 vezes o torneio de Roland Garros.


Ainda no mundo do tênis a equipe brasileira já se prepara para a Copa Davis. O Brasil jogará contra a Áustria nos dias 21, 22 e 23 de setembro. A dupla Marcelo Melo e André Sá, que vem atuando muito bem nos torneios da ATP, aumentam a esperança da torcida brasileira.



Fotos:
http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/profissional/us_open/ult678u1564.htm
http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/diaadia/ult138u32866.htm
http://www.lancenet.com.br/resources/94833.jpg

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Uma pedra no meio do caminho...

Por Danilo Lavieri Ribeiro
Já fiz um texto explicando tecnicamente o porquê de o São Paulo já ser o primeiro Pentacampeão*, mas, agora, falo da impressão que me passa vendo esse time jogar.

Uma equipe que joga de forma inteligente, sabe bater quando é preciso bater, cadencia o jogo na hora em que está tomando a pressão e sabe dar bicão nos minutos finais de uma partida que está ganhando. Voltando às estatísticas, o Tricolor não toma gol há oito partidas e tem a melhor defesa com sete gols tomados.

Vendo jogos me impressiona a obediência que o time tem para com as ordens de Muricy, que, na minha opinião, é o melhor técnico do Brasil. Em bloco, marca, ataca e comemora. Uma defesa sólida seja com o polivante Richarlyson, seja com o juvenil Breno. Um ataque rápido com Dagoberto e forte com Aloísio. Meio de campo marcador com Hernanes (foto), que vem jogando muito, até mais que Josué sem Mineiro. E um goleiro que dispensa apresentações. Rogério Ceni, experiente e líder da equipe. Fala bonito, defende espetacularmente e faz gols. Quer mais?

Se fosse são paulino estaria comemorando, se fosse rival me renderia, mas como sou jornalista, ou pelo menos estudo para ser, só me resta parabenizar o fabuloso jogo do time que merece o título.

*Desconsiderando o título dividido entre Sport e Flamengo



domingo, 2 de setembro de 2007

Tragédia anunciada

A equipe brasileira masculina de basquete perdeu ontem para a Argentina por 91 a 80 e assim não conseguiu a classificação direta para os Jogos de Pequim-2008. A péssima campanha do grupo na competição é reflexo das brigas internas. Prova disso é a entrevista do ala Marquinhos ao repórter David Abramvezt do jornal Lance!. Nela o jogador afirma que a equipe não respeita o técnico Lula e que quem comandava o que seria feito em quadra era os próprios jogadores.

Leia a seguir a entrevista na íntegra.

LANCE!: O que foi discutido e definido naquela reunião entre os jogadores, após a derrota para Porto Rico?

MARQUINHOS: Todo mundo está vendo as cagadas do Lula. O cara está perdido. Nós procuramos entender o motivo de o time estar jogando tão mal. Todo mundo falou e tentou achar uma forma de se ajudar. Falamos que era importante jogar como equipe, sem ninguém querer ser individualista. Ficou combinado que os jogadores iriam decidir quem definiria as jogadas, quanto cada um precisaria jogar. Depois da nossa reunião, a comissão técnica entrou e passamos para o Lula que nós iríamos ter mais voz e comando.


L!: Como o Lula reagiu?

M: Não teve muito o que falar. Ele disse que respeitava os jogadores. Antes, só respeitava o Nenê e o Marcelinho Machado. Ele puxa o saco dos dois. Foi só ver no jogo contra o México, o time já foi bem melhor com os jogadores mandando mais.


L!: Qual a principal reclamação dos jogadores em relação ao trabalho da comissão técnica?

M: O Lula é bom para clube, Seleção é outra coisa. Ele não tem noção. Os treinos são muito fracos. O time não tem tática, jogadas de ataque bem feitas. Ele erra na rotação. Tudo isso que qualquer um vê. Os que jogaram o Mundial falaram que, no Japão, ele disse para confiar no trabalho dele, que ele sabia o que fazer. O Brasil foi muito mal (17º lugar) e ninguém mais acredita nele.


L!: Não existe nenhum racha entre os jogadores?

M: Não existe racha. São todos contra o Lula. O grupo está fechado. Todos estão unidos pelo objetivo de voltar para a Olimpíada. Tem gente que não é amiga, mas está se respeitando. O mais importante é classificar o Brasil para a Olimpíada. O que irrita todos é o trabalho do Lula e da comissão.


L!: Você chegou a dizer que jamais voltaria a jogar na Seleção com o Lula no comando. Ficou quase três anos fora, mas decidiu voltar para jogar o Pan do Rio. Vai atender outra convocação dele?

M: Não volto mais, não preciso disso. Os meus empresários também acham. Concluí que só fui convocado porque sou jogador da NBA. Ele se sente na obrigação. No Pan e nos amistosos em Porto Rico, eu fui um dos melhores. Mas acho que só joguei tanto porque o Alex estava machucado. Daí chegou no Pré-Olímpico e o cara me colocou cinco minutos por jogo. Fui cobrar e ele disse que joga quem tiver mais tempo de Seleção. Ele faz a panela dele e não muda de idéia. O Guerrinha disse para o (pivô) J.P. Batista que ele não vai jogar muito no Pré-Olímpico, e sim no Sul-Americano. O cara está tentando NBA e jogando muito. Isso tira a vontade.


L!: Você diz que o Lula é culpado pela irregularidade da Seleção. Mas os jogadores estão rendendo bem?

M: Falta entrosamento e treinos para isso. É muito mais difícil conseguir que a equipe ganhe conjunto com um técnico ruim. Mas com vários jogos, a equipe vai melhorando e pode jogar bem contra a Argentina e se classificar para a Olimpíada.


L!: Você acha que o Lula vai cair depois do Pré-Olímpico?

M: Os jogadores estão focados na vaga olímpica. Depois, pode até ter um movimento para derrubar ele.



E os vídeos a seguir feitos, pela ESPN Brasil, mostram o clima da seleção brasileira de basquete:

http://espnbrasil.uol.com.br/videos/video.aspx?idVideo=979
http://espnbrasil.uol.com.br/videos/video.aspx?idVideo=984

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Entenda o porquê de o São Paulo já ser pentacampeão

Por Danilo Lavieri Ribeiro

O São Paulo é líder isolado do Brasileirão, com 8 pontos de vantagem. Para ser alcançado, precisa não pontuar 3 vezes e que os rivais pontuem. Perder 3 jogos significa perder tudo o que perdeu em 22 jogos este ano. São apenas 3 derrotas do time de Muricy.

Muricy, aliás, é um dos melhores técnicos do Brasil. Conquistou, ano passado, o campeonato pelo São Paulo, com apenas 78 pontos. Este ano, o Tricolor Paulista tem 47. Para igualar a marca do último ano, precisa de um aproveitamento de 64% dos jogos que restam. Imaginar que a melhor zaga do campeonato vá perder mais que 5 jogos, é difícil. O time tomou 7 gols em 22 jogos, a melhor marca da história em campeonatos nacionais.

A estatística dá outro ponto para o Morumbi. Desde que o campeonato é disputado por pontos corridos, o que virou o turno em primeiro colocado, foi campeão. Advinha quem terminou em primeiro este ano? Sim, o São Paulo. Prepare-se torcedor, a nova camisa do São Paulo já está feita, e só o JORNALISMOFC adiantou, exclusivamente, pra você.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Garoto da canhota de diamante nos deixa e comove mundo



O Mundo do Futebol está triste. Hoje, a alegria que sempre contagiou os gramados do mundo foi oprimida pela tristeza da perda de Antonio Puerta. O atleta de 23 anos morreu após ter uma parada cardíaca no domingo enquanto enfrentava o Getafe. Ele ainda foi reanimado em campo, mas voltou a passar mal e ir para o hospital, nesta terça-feira não resistiu e morreu. Puerta, ao contrário de seu pai que jogou pelo Bétis, defendeu sempre a outra equipe da cidade, o Sevilla. Se destacou na categoria de base dos rojiblancos e estreou na equipe titular do Sevilla em 21 de abril de 2004.


Em abril de 2006, Puerta(foto à direita) fez o gol mais importante de sua carreira, o da prorrogração da semi-final da Copa da Uefa entre Sevilla e Schalke, seu gol deu a classificação para o time espanhol que mais tarde se tornaria campeão. Foi de Puerta o último gol no bicampeonato da Copa da Uefa nos pênaltis contra o Espanyol. Por seu país, jogou apenas em uma oportunidade.


O jogador comoveu adversários, amigos, companheiros de profissão, clubes e países. No jogo de hoje entre Barcelona x Internazionale de Milão, os jogadores do clube catalão entraram todos com a camisa do Sevilla com o número e nome de Antonio Puerta nas costas. Durante a partida, o rosto de Ronaldinho explicitava os sentimentos de todos, Ronaldinho fez o gol de pênalti e mal comemorou, assim também aconteceu com o mexicano Giovani dos Santos.

O Presidente do Sevilla. José Maria Del Nido, se pronunciou sobre a perda do atleta. "Estamos tentando superar a perda desta canhota de diamantes que fez mudar a história contemporânea do Sevilla", disse o dirigente máximo do clube. "A verdade é que não conseguimos assimilar a grave perda que tivemos, por sua juventude, por seu poderio físico, por sua capacidade futebolística, por seu 'sevillismo' e por seu profissionalismo". Ao encerrar sua declaração Del Nido elogiou a atitudes da UEFA, AEK e Federação Espanhola que aceitou o adiamento das partidas.



O brasileiro Adriano (foto à esquerda), lateral-esquerdo do Sevilla, também falou sobre Puerta. “Era um amigo muito querido. Estávamos sempre brincando e, após os treinamentos, um ensinava ao outro novos truques para fazer com a bola. Ano passado, quando comecei a usar a camisa 6, sugeri a ele que utilizasse a 16, adotada por mim desde a minha chegada ao Sevilla. Estamos tentando nos recuperar para homenageá-lo com vitórias”.



O Real Madrid demonstrando respeito ao clube adversário cancelou seu amistoso desta quarta-feira contra o Sporting. Através de um comunicado em seu site oficial, a assessoria do clube apoiou o Sevilla. “O Real Madrid se solidariza com a dor da família de Antonio Puerta e deseja mandar um forte abraço a todos os dirigentes e torcedores do Sevilla após esta notícia que surpreendeu o mundo do esporte em geral e o do futebol em particular”.


Julio Baptista também lembrou de Puerta, seu ex colega de clube. “Era um garoto alegre, uma pessoa muito boa. Atuei com ele quase um ano, todos gostavam muito dele. Era um grande jogador”. Outro atleta a apoiar o clube foi Puyol (foto à esquerda). “Saibam que o Barcelona está a sua disposição para o que precisarem”. E completou. “Hoje é um dia muito triste para o futebol mundial”.



Entre manifestações de outros clubes aparecem algumas em seus sites oficiais. O Valencia expressa "seu mais sentido pesar" e jogará de luto nesta quarta-feira. O Milan "chora o desaparecimento de Antonio Puerta". A Internazionale se diz "próxima à família de Puerta e ao Sevilla, neste momento de profunda dor e drama humano". A Roma "participa da dor da família, dos amigos e do clube". A UEFA e liga de clubes espanhóis também se dirigiram aos familiares e companheiros com seus pêsames.

Outro atleta a falecer no dia de hoje foi o zambiano Chaswe Nsofwa. O atleta, que jogava no clube israelense Hapoel Beersheba, desmaiou enquanto treinava e alguns minutos depois já estava morto. As causas da morte não foram reveladas.

Como não poderia deixar de ser, os integrantes do blog, da mesma forma que o mundo, estão de luto.


Fotos:

http://www.talcualdigital.com/Avances/Image/puerta.jpg

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http://personal.auna.com/5520777/fotos_0607/ADRIANO.jpghttp://www.sevillafc.es/_www/

http://www.lancenet.com.br/default-rj.stm

É preciso mais


A seleção brasileira despede-se nas oitavas-de-final do Mundial sub-17. A derrota por um gol na partida contra Gana resulta em eliminação precoce, como havia acontecido nos Jogos Pan-Americanos.

Apesar de jogar o segundo tempo inteiro com um jogador a mais, o Brasil não conseguiu marcar e sucumbiu diante da força africana. O gol foi marcado depois de uma falha do goleiro Marcelo, que não conseguiu interceptar a bola. Ataques desordenados e finalizações ruins impediram a mudança no placar.

Depois de classificação difícil na primeira fase, a seleção verde e amarela decepciona mais uma vez, bem (mal) como a Sub-20 que não teve sucesso no Mundial disputado há pouco tempo.

Argentina, Costa Rica, Nigéria, Colômbia jogam ainda na fase de oitavas-de-final. França, Espanha, Gana e Peru entram em campo dia um de setembro em busca de vaga na semi-final.


Ao Brasil garotos não faltam. Qualidade também não. É preciso algo a mais: raça, amor à camisa e um T grande.
Foto:

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Haja Coração!!

Por Danilo Lavieri Ribeiro
A rodada do Brasileirão vai pegar fogo. Com dois clássicos e jogos que ganham, cada rodada que passa, mais importância, a quinta feira e, principalmente a quarta, prometem emoções para os torcedores.

O vice-líder Cruzeiro viaja até o sul do país, onde enfrenta o Paraná. Os mineiros querem a vitória e torcem pela derrota do seu rival em busca do título, o São Paulo. Já os paraenses querem a vitória para afastar de vez a crise e, de quebra, o rebaixamento. Ainda no Sul, o Juventude precisa da vitória para cima do Goiás. No duelo de Alviverdes, o central quer os 3 pontos para se reaproximar do grupo de elite do campeonato.

Em outra cidade da mesma região do país, Florianópolis, o Figueireinse recebe o lanterninha América de Natal. Não existe outro resultado a não ser a vitória para a equipe de Mário Sérgio. No Beira-Rio, o Internacional recebe o Fluminense. No duelo de intermediários do campeonato, os dois brigam por regularidade e uma possível Libertadores.

Subindo até o Nordeste, na Ilha do Retiro, o Sport recebe o Grêmio. O jogo é de 6 pontos para as duas equipes. O time do Geninho quer a sul-americana e o Tricolor gaúcho quer ter a chance de jogar novamente a competição em que foi vice este ano. Em outro jogo dos nordestinos, mas no Rio de Janeiro, o Vasco pega o Náutico, na quinta feira, querendo voltar para a zona da Libertadores. O Timbu precisa ganhar para ter chances de sair da zona de degola.

Dos paulistas, o Santos é o que tem a tarefa mais fácil. Recebe o Atlético Paranaense, na quinta, e quer a vitória para subir posições importantes e manter a esperança de título viva. O Corinthians viaja até Minas e pega o Galo. O Timão vai sem técnico e Leão quer se aproveitar da instabilidade para conseguir uma vitória. Já o São Paulo e o Palmeiras...

Se enfrentam em um clássico decisivo. Contando com a torcida de todos, o Palmeiras quer a vitória dentro de casa e afastar de vez a possível macumba que ronda o Palestra. O Tricolor quer ganhar e aumentar a diferença para o Cruzeiro, caminhando rumo ao Penta. Em um duelo que promete grandes defesas dos dois melhores goleiros do campeonato, o contra-ataque deve definir um vencedor.

No Maracanã, outro grande jogo. O ex-líder, Botafogo, pega o Flamengo. O Rubro-Negro quer ganhar e consolidar sua posição fora da zona de rebaixamento. Já o Alvinegro quer a vitória para voltar a se aproximar da primeira colocação.

É torcedor, a rodada promete. Sente no seu sofá e acompanhe cuidadosamente os grandes jogos que estão por vir. Cada um melhor que o outro.

FOTOS:

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Começou o US Open

Nesta segunda-feira, se iniciou um dos torneios mais importantes da história do tênis. Trata-se do US Open. A competição surgiu de uma diversão da alta sociedade norte americana no final do século 19 e atualmente é o torneio mais rico do mundo aberto para amadores e profissionais. A primeira disputa norte-americana aconteceu em 1881 no Newport Cassino e atuavam apenas os homens. As mulheres ganharam seu primeiro campeonato norte-americano apenas em 1887, realizado no Philadelphia Cricket Club.

O torneio atualmente faz parte dos 4 Grand Slam da Associação dos Tenistas Profissinais (ATP). Passou a ser jogado na quadra de hoje, apenas, em 1997. O primeiro estrangeiro a faturar a competição foi o francês René Lacoste (foto à esquerda) em 1926.



O Brasil conseguiu triunfar na competição somente com uma tenista. Maria Esther Bueno (foto à direita) venceu o US Open em 4 oportunidades, sendo mais outras 2 vezes vice-campeã. A atleta que mais conquistou o troféu foi a norueguesa naturalizada americana Molla Bjurstedt Mallory, venceu em 8 oportunidades. No masculino, três atletas dividem a honra de serem os maiores vencedores, são eles: Willian Larned, Richard Sears e Bill Tilden. Cada um faturou 7 títulos.

Neste ano, o suíço Roger Federer (foto à esquerda) pode ser o primeiro tenista masculino não americano a conquistar mais de 3 troféus do US Open. Desde 2004, a hegemonia no torneio é de Federer. Entre os que tentarão impedir que triunfe pela quarta vez consecutiva, estão o americano Andy Roddick, o espanhol Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic e também o australino Lleyton Hewitt. Destes quatro, apenas Hewitt e Roddick já chegaram a final do torneio. A competição irá do dia 27 de agosto até o dia 9 de setembro.





Fotos:

http://www.smh.com.au/ffximage/2007/08/20/rogerfederer_narrowweb__300x340,0.jpg

http://www.museudosesportes.com.br/img_noticias/4075.jpg

http://www.acepoint.com.br/Fotos%202/Wil-US-OPEN-X8.jpg

http://www.sc.edu/library/spcollimages/tennis/lacoste.jpg

domingo, 26 de agosto de 2007

Mitos do passado-parte IV


Ele é considerado um dos jogadores imortais da Seleção brasileira de futebol. Idolatrado até hoje pela torcida corintiana, Roberto Rivellino nasceu em 1º de janeiro de 1946. Ano que o futebol nunca mais esqueceria. Apesar de toda a técnica e magia do seu futebol, acabou por ficar famoso, sobretudo, pela forma exímia como marcava os lances de bola parada.

Apesar de toda a técnica e magia do seu futebol, acabou por ficar famoso, sobretudo, pela forma como marcava os lances de bola parada e desde os pontapés de canto, que cobrava com o insidioso cruzamento banana, até á marcação de livres á entrada da área.

O paulista pode ser lembrado como um jogador temperamental, de personalidade forte, mas foi a habilidade na perna esquerda e o chute potente que o fizeram entrar para o seleto grupo de mitos do futebol brasileiro. Seus chutes fortes de longa distância, lançamentos e dribles desconcertantes, como o famoso "elástico" encantaram torcedores de todos os times.


O jogador iniciou sua carreira no Corinthians, em 1963, onde permaneceu até 1974, após ter sido reprovado em uma peneira no Palmeiras, seu time de coração na infância. Depois jogou no Fluminense, onde foi campeão brasileiro, terminando sua carreira no futebol brasileiro. O Reizinho do Parque, como era conhecido, ainda conquistou o título de campeão do mundo em 1970, fazendo parte, talvez, da melhor seleção já vista em todos os tempos.


Polêmico, foi um dos primeiros atletas brasileiros a atuar na Arábia Saudita. Ele teve de ir para o Al Hilal, da Arábia Saudita, em 1978, para garantir a sua independência financeira. E longe de sua terra natal, conquistou o bicampeonato da Copa da Arábia em 1980/81 e a Copa do Rei em 1979.





Encerrada sua participação dentro de campo, Rivelino não conseguia se despedir do mundo da bola e foi atuar como dirigente do Corinthians, quase 30 anos depois de sua saída. Mas como cartola, o ex-craque não obteve o mesmo êxito que havia conseguido com a bola. Após uma carreira mal sucedida como dirigente do Corintians, o craque deu uma declaração que entre tantas outras ficou imortalizada: "Deixo o Corinthians porque não me deram condições de trabalho. Lutei para ser um vencedor como dirigente, assim como fui como jogador, mas não tive condições".





fotos: www.terra.com.br

sábado, 25 de agosto de 2007

Mitos da História - Parte III

Quinze de maio de 1965 nasce um craque. Símbolo de elegância dentro e fora dos gramados, Raí Souza Vieira de Oliveira marcou época no futebol nacional e internacional. O meia esquerda que sempre será lembrado pela torcida tricolor como o ídolo da camisa 10, nasceu em Ribeirão Preto, teve infância simples. É o caçula da família, são em seis irmãos, entre eles o saudoso Sócrates.

Admite que não foi grande aluno, deixava os estudos para a última hora. O interesse pelo esporte surgiu no Colégio Marista. Não, o futebol não foi sua primeira paixão. Preferia o basquete e o handball aos chutes na redonda. A boleiragem iniciou-se informalmente. Um amigo que jogava no Botafogo de Ribeirão Preto, incentivou-o a fazer um teste. Passou. No começo era como um passatempo, não dava tanta importância. Foi aos 17 anos que resolveu se dedicar, nessa mesma época casou-se. Firmou um contrato com o presidente do clube, buscava independência e estabilidade.

Cursou por pouco tempo História, Educação Física e Fisioterapia. Desistiu. O futebol ganhava prioridade. Melhor assim. Jogou na Ponte Preta e foi ao São Paulo em 1987 fazer história. Telê Santana soube aproveitar o potencial do então jovem meia. Depois da difícil adaptação, correspondeu. Com toques inteligentes, batidas de qualidade na bola caminhou com o tricolor para o título do Campeonato Brasileiro em 91 e os bi-campeonatos da Libertadores e do Mundial Interclubes em 92 e 93. Aos vinte e dois anos foi convocado para seleção brasileira, da qual seria, posteriormente, capitão e camisa dez na Copa de 94. Seis anos jogando pela equipe do Morumbi, resolveu voar mais alto.

Transferiu-se para o Paris Saint-Germain, da França, que se encantara com o futebol clássico. Liderou o time nos títulos do campeonato Francês 1995/96, Copa da França 1994/95 e na Recopa da Uefa 1996.

A torcida sãopaulina matou as saudades do craque em 98, quando voltou para disputar e vencer a final do Campeonato Paulista contra o Corinthians. Encerrou a carreira em 2000, seu último gol foi diante ao Palmeiras em pleno Palestra Itália, de "letra" após cruzamento de Pimentel.

Hoje Raí tem uma loja de discos em sociedade com o irmão e dirige, ao lado do ex-jogador Leonardo, a Fundação Gol de Letra, seu maior orgulho. Pensa em estudar marketing ou administração para agregar ao que conhece do mundo da bola.

Raí deixou de ser o mero irmão de Sócrates, para se tornar o terror do Morumbi. Belas cobranças de falta, longos lançamentos e deslocamento inteligente fazem parte do repertório do meia e da memória carente dos tricolores. Jogava com classe, tratava com carinho a bola. A diretoria do São Paulo F.C. está organizando um jogo de despedida. Quem sabe ele não firma um contrato e volta a vestir a 10 por mais algum tempo.

Fotos:

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http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed121/img/foto9g.jpg

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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Mitos do Passado - Parte II

Por Danilo Lavieri Ribeiro
Nascia em 1965 o único craque que é chamado de eterno depois de Ademir da Guia. Evair Aparecido Paulino, centroavante dos bons. Muito religioso, o jogador sempre faz questão de citar o nome de Jesus Cristo. Quando perguntado sobre o maior gol de sua vida, ele responde. " O gol mais importante da minha carreira eu fiz fora de campo: foi aceitar Jesus Cristo. Antes, eu não tinha paz, vivia desesperado e não resolvia nada. Só Cristo transmite a verdadeira paz".


Evair fazia o jogo parecer fácil. Os gols em seus pés saiam com plena tranqüilidade. Ora com classe, ora com força. Desde o feio até o mais bonito. Do mais fácil até o mais difícil. Cada gol tinha seu toque especial. O eterno camisa 9 fazia a alegria dos palmeirenses e até hoje deixa saudades.

Segundo o próprio jogador, o jogo mais importante da história foi o de 1993. O Palmeiras foi campeão paulista em cima de seu arqui-rival Corinthians. Com uma histórica goleada de 4x0, o esquadrão tirava o Verdão de uma seca de títulos.

Sua vibração durante os jogos e nos intervalos eram marcantes. Com palavras experientes e cativantes, ele conseguia levar o grupo. O torcedor que assistiu os bastidores de 1999, na conquista da Taça Libertadores, nunca vai esquecer como Evair vibrava a cada jogo, independentemente do resultado. Com certeza, nessa campanha do título, ele foi um dos maiores responsáveis ao lado de Felipão.


Sem dúvidas, ele é um dos jogadores que nunca vão ser esquecidos. Mas quem pensa que para chegar aonde chegou, foi fácil... Veja o depoimento. " Quando cheguei ao Palmeiras em 1992, fiquei cerca de seis meses treinando separado do grupo. Eu sabia que tinha condições de atuar pela equipe, porém não tinha essa oportunidade. Foi um período muito complicado para mim. Era muito ruim. Não culpo ninguém por isso, sei que essas coisas acontecem mesmo. Mas é difícil para qualquer pessoa suportar. Devido a essa situação eu não conseguia ter paz, e sem paz interior é muito difícil encarar o dia a dia, é difícil até para dormir!"



O eterno é exemplo dentro e fora de campo. Pai de dois filhos, o jogador nunca teve problemas com treinadores e companheiros. Sempre faz questão de dizer que a fama futebolística é o lado da ilusão do futebol e que a parte boa é poder dar uma boa vida para a família.

O futebol, sem dúvidas, carece de jogadores como ele. Hoje em dia, se alguns dos atacantes do futebol brasileiro jogassem 50% do que Evair jogou, a procura por bons atacantes não seria tão intensa.





quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Mitos do passado - Parte I

Moacir Barbosa Nascimento, o famoso Barbosa, foi um mito, um ídolo e um espelho. Hoje muitos goleiros se inspiram em quem foi o grande goleiro Barbosa. Como todos o caracterizavam, um goleiro seguro e elástico. Um jogador que não temia seus adversário. Um ídolo da torcida vascaína, porque não da brasileira?

Barbosa foi o melhor e pior jogador da Copa de 1950. Um herói até a final, um vilão o resto da vida. Moacir foi um dos mais injustiçados brasileiros e o pior, nós a pátria que ele defendeu botamos culpa em um atleta que não teve culpa. Para muitos, Barbosa falhou na final da Copa do Mundo do Brasil. Eram 200 mil lugares lotados, eram 200 mil pessoas chorando após a partida no Maracanã. Que culpa teve Barbosa? Mesmo que tivesse falhado, como pode uma nação botar tal culpa em cima de uma pobre pessoa. E sinceramente ele não falhou. Se der uma lista a cada brasileiro para por os 5 melhores goleiro da história, muitos não colocarão ele. Porque? Porque para muitos ele acabou com sonho brasileiro. Talvez o sonho tenha sido perdido na véspera na declaração do general Ângelo Mendes de Morais quando falou sobre a obrigação de vencer. “Cumpri minha promessa construindo esse estádio. Agora fazei vosso dever, ganhando a Copa do Mundo. Frase utilizada pelo uruguaio Obdulio Varela para motivar seus colegas.

Os brasileiros esquecem Ghigghia, o atacante uruguaio. Por 2 oportunidades deixou Bigode perdido em campo e fez os gols. Para que culparmos o fantástico goleiro que nos levou até aquela final, se o uruguaio foi espetacular? Procuramos falhas e não acertos do outro lado.

O arqueiro que aos 20 anos iniciou sua carreira no Ypiranga. Ele levou o time da capital paulista a ser quarto colocado de um Campeonato Paulista e foi considerado um dos 3 melhores goleiros de São Paulo em 1943. Esse é o Barbosa. Em 1944, foi para o Vasco, porém só virou titular em 1946. A partir dessa data, Vasco sem Barbosa no gol não existia. Na equipe cruzmaltina, ganhou 8 títulos, entre eles 5 Cariocas. Mas o mais importante foi o Sul-Americano de Campeões. Barbosa fez uma atuação espetacular naquele empate contra o River Plate. Os vascaínos devem lembrar do pênalti que o goleiro pegou. Em 1956, seu time foi o Santa Cruz (PE) e depois voltou ao Rio, agora no Bonsucesso, mas voltou ao Vasco em menos de 2 anos. Em 1962 foi até o Campo Grande (RJ) e se aposentou.

O rei das luvas não seria um termo adequado para Barbosa, o goleiro jogava sem luvas, e foi assim até seu 42 anos quando abandonou o futebol. Essa aventura de jogar sem o material fundamental para um goleiro lhe deu 6 fraturas na mão esquerda e 5 na direita. Sua primeira atuação pelo Brasil foi em 1945. O goleiro ao falar da sua estréia na seleção canarinho disse. “Quando ele disse meu nome, como primeiro da lista dos que iam entrar em campo, o zagueiro Domingos da Guia disse que mudei de cor quatro vezes, fiquei amarelo, azul, branco e preto de novo”. Uma estréia ruim, uma derrota por 4x3 para a Argentina e vaias ao ser substituído no intervalo.

Orlando Duarte ao falar sobre aquela Copa lembrou as incoerências de nossa sociedade. “ Pra você ver a ironia, ele foi escolhido, e com justiça, o melhor goleiro daquela Copa, independente daquele gol”. Poderia ter ido a Copa de 54, mas uma lesão em 53 em partida contra o Botafogo o tirou da Copa.

Barbosa sempre reclamava sobre a pena que cumpria. “A pena máxima de um presidiário no Brasil é 30 anos, eu que não cometi crime algum pago à 50 anos”, dizia o goleiro. Em 1999, recebeu do vereador Roberto Dinamite o título de cidadão honorário da capital fluminense. Nessa festa, Eurico Miranda soube como Barbosa vivia situações precárias em Praia Grande e ajudou o atleta, dando-lhe uma mensalidade e um apartamento.

Em abril de 2000, Barbosa nos deixou. O maior ídolo dos gols brasileiros faleceu com insuficiência respiratória aguda. Muitos o guardam na memória, mas deveriam guardar como ídolo. Tenho certeza que muitos não conseguiram pedir desculpa a Barbosa a tempo. A culpa de uma derrota não pode ser de 1 pessoa em um grupo grande. Um mito nos deixou a mais de 7 anos e apesar da injustiça, morreu serenamente, segundo sua amiga Tereza Borba.

O mestre Armando Nogueira ao falar sobre Barbosa, resumiu a história da estrela ofuscada por injustiça. "Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Ghigghia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera". 21 anos de carreira, foi o tempo que muitos brasileiros tiveram pra ver o maior goleiro da nossa história. 79 anos foi o tempo que viveu um herói que por muitos foi julgado como vilão. Talvez apareça um dia algum como ele e o Brasil lembre-se da maior injustiça cometida.



Fotos:
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terça-feira, 21 de agosto de 2007

Quarta feira de luxo

Por Danilo Lavieri Ribeiro
Esta quarta feira promete para os europeus. Jogos de eliminatórias da Eurocopa, um super-amistoso e um outro nem tão super ocorrerão.

Lutando por vagas na maior competição européia entre seleções, San Marino e Chipre jogam pelo grupo D, Estônia e Andorra pelo E. No grupo F, Irlanda do Norte e Lienchestein travam um duelo sem muita expectativa. Já pelo A, a partida que certamente terá mais atenção. O time de Felipão recebe os armênios e precisa da vitória para encostar na Polônia, líder do grupo.


Dos amistosos, o que certamente terá mais atenção é do Estádio Wembley. Os ingleses recebem o desfalcado time alemão. Beckham, a nova estrela do futebol americano, deve ser titular. Pelo lado alemão, Podolski, Frings, Klose e Schweinsteiger estão fora da partida.


Brasil e Argélia, na França, jogam em um amistoso que nada promete. Ronaldinho Gaúcho e Kaká começarão dos bancos. O time titular deve ser o campeão da Copa América. Justo? Segundo o técnico Dunga, esses são os que sempre o acompanharam e merecem consideração. O "resto" que corra atrás do prejuízo.

Com surpresa, vemos que o jogo Brasuca não é o que chamará mais atenção. Ao contrário do costume, seremos um jogo secundário, nada mais que mais um para distrair os franceses que não jogam nesta quarta internacional.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Colonizados colonizando futebol da Metrópole

Vocês sabem quantos jogadores brasileiros estão jogando a primeira divisão portuguêsa? Muito mais do que imaginam. O número de brasileiros disputando a bwin Liga é de 129 jogadores. Quem conhece o Solimar(foto à direita)? Ele começou no Grêmio Inhumense e está no Naval desde 2002. Outro tupiniquim por lá é o Thiago Freitas, esse começou no CRB. O meia Juliano Spadacio, a torcida inteira do Corinthians conhece. Começou por lá em 2003 e agora está no Nacional. Felipe Aliste também está no Nacional e veio do Guarani. O Kaká também está disputando a primeira divisão, mas esse não é o Ricardo do São Paulo e sim o Claudiano do São Caetano e atualmente no Acadêmica. Parceiro do Kaká é o Joeano do Fortaleza. Lembrem que ele está lá desde 2000.

São diversos brasileiros indo embora e parece normal. Isso não pode continuar, mas os clubes brasileiros não tentam fazer nada mudar. Nem o mais fanático brasileiro por futebol de Portugal conhece todos esses jogadores e por mais que tenhamos o melhor futebol mundial isso é lamentável. A mais nova transferência foi o Celsinho(foto à esquerda) para o Sporting. Aquele da Portuguesa que lembra o Ronaldinho Gaúcho na aparência.

Alias nesse ano foram 55 jogadores brasileiros para Portugal. Isso sem contar os outros países do leste europeu. O triste é que todos falam das jóias raras que vão saindo, mas se esquecem dos Joeanos, dos Claudianos, dos Joãos, dos Josés, dos Ricardos. Atitudes têm que ser tomadas no nosso futebol, pois nosso país tem que ter condição de segurar todos e atrair os demais.

Uma ou outra estrela sair tudo bem, mas é inaceitável a tamanha imigração. Daqui a pouco teremos mais brasileiros que portuguêses lá. E não é exagero. O Naval tem 52% de jogadores brasileiros. O Nacional tem 13 brasileiros e 10 portuguêses, entre outros clubes.

Planejamentos terão que ser feitos, organização terá que existir e se não tratarmos isso nunca como um problema os nossos atletas cada vez mais estarão perdidos pelo mundo. Jogar fora não pode ser solução para os problemas vividos por atletas e clubes brasileiros e sim uma opção para aventureiros.


Fotos:

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http://www.zerozero.pt/jogador.php?edicao_id=0&epoca_id=137&id=894

domingo, 19 de agosto de 2007

Parapan é ouro

No último dia de competições dos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, a seleção brasileira de futebol de cinco (foto) conquistou mais uma medalha de ouro para o Brasil. E a vitória não poderia ser melhor, os garotos derrotaram a Argentina por 1 a 0 no Complexo de Deodoro.

O gol da vitória saiu aos 17 minutos do segundo tempo dos pés do paraibano Severino Silva, o Bill, que comemorou com uma cambalhota e dedicou a vitória aos dois filhos.
A equipe composta por deficientes visuais obteve 100% de aproveitamento na competição. Os meninos ganharam os cinco jogos que disputaram, marcando 18 gols e não tomando nenhum.

O bronze ficou com o Paraguai, que venceu a Colômbia na prorrogação por 2 a 1, após empate em 1 a 1 no tempo normal.

No futebol de sete, disputados por atletas com paralisia cerebral, o Brasil também se sagrou campeão ontem com uma golada de 5 a 0 em cima dos Argentinos.

No Parapan os brasileiros obtiveram um melhor desempenho do que os atletas do Pan. Os deficientes lideram o quadro de medalhas com 82 medalhas de ouro, enquanto o Canadá segue em segundo lugar com apenas 46 medalhas de ouro. Já os competidores do Pan encerraram a competição em terceiro lugar com 54 medalhas de ouro.

foto:www.terra.com.br

Sonho cada vez mais distante

Por: Leandro Carneiro e Henrique Cabral Rodriguez

O futebol brasileiro não aprende mesmo! É cansativo, repetitivo, até mesmo um clichê falar da venda de nossos diamantes brutos para o exterior. Mas é inevitável. Mais uma vez o futebol brasileiro sangra pela saída de um jovem craque, a transferência de Willian para o Shakhtar Donetsk da Ucrânia foi confirmada. Tudo bem, foram US$19 milhões, mas o jogador não chegou a atuar em 50 jogos pelo Corinthians. Mas é assim mesmo, as carreiras são cada vez mais meteóricas. Willian chegou como um tampa-buraco, mas foi ficando e se tornando o jogador mais importante do time aos poucos. 41 jogos depois, quando o Corinthians começa a se recuperar, vai-se embora o Willian.

Outro caso parecido é o de Ilsinho, ex-São Paulo. Mas esse jogou por mais tempo no Brasil, virou ídolo assim como Willian e logo depois se mandou para o mesmo Shakhtar Donetsk, que é um dos maiores compradores de nossas jovens esperanças. Por lá ainda circulam Jádson, Fernandinho, ambos ex-Atlético-PR, lembra deles? Pois é, é difícil se lembrar, pois foram jovens para lá, antes de se firmarem no futebol brasileiro. Outro que passou pelo time da Ucrânia foi Elano, ex-Santos, e agora está no Manchester City. É verdade que pagam muito bem pelos nossos jovens craques, mas se pagam é porque terão um bom retorno, o futebol já deixou de ser para agradar a torcida há muito tempo, o que importa agora é agradar os bolsos do time. É certo que se segurássemos nossos jogadores por mais tempo, eles poderiam ser vendidos para os grandes clubes da Europa por muito mais dinheiro do que pagam dos pequenos clubes europeus. Vide o caso de Robinho e Alexandre Pato que foram para o Real Madrid e para o Milan, respectivamente.

Mas a Timemania vem aí e promete ajudar os clubes a sanar suas dívidas e com isso poderão segurar seus jovens craques por mais tempo; isso até alguém dar um jeito de desviar os lucros da loteria para seus próprios bolsos.

E a conseqüência disso tudo? Cada vez mais temos certeza de que temos uma geração de ídolos, mas que também é uma geração sem história nos clubes que os criaram, sem história nos gramados brasileiros.

Imaginem um Campeonato Brasileiro com esses times. Corinthians com: Dida; Rogério, Fábio Luciano, Anderson e Kleber; Edu, Mascherano e Ricardinho; Tevez, Nilmar e Liédson. Grêmio com: Saja; Patrício, Adriano, Polga e Gilberto; Emerson, Lucas, Anderson e Diego Souza, Ronaldinho Gaúcho e Amoroso. E o Inter com: Renan; Lúcio, Bolívar e Fabiano Eller; Tinga, Rochemback e Alex; Fernandão e Daniel Carvalho; Sóbis e Pato.

E o São Paulo: Rogério Ceni; Rodrigo, Lugano, Miranda; Cicinho, Josué, Kaká, Mineiro e Junior Luis Fabiano e França. Palmeiras começa com: Marcos; Cafu, Roque Junior e Antônio Carlos, e Roberto Carlos; Taddei, Magrão, Rivaldo e Valdivia; Edmundo e Vagner Love. O Flamengo teria um esquadrão. Júlio César; Léo Moura, Juan, Luiz Alberto e Athirson; Jonatas, Ibson, Petkovic e Renato; Adriano e Reinaldo. Vamos ao Santos entra em campo com: Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luis e Leo; Renato, Zé Roberto, Elano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira. E em Minas quem jogaria? Cruzeiro vai de Gomes; Cris, Luisão e Edu Dracena; Maicon, Maldonado, Geovanni, Alex e Sorín; Fred e Ronaldo. O Galo vem com: Bruno; Belletti, Caçapa, Lima e Dedê; Gilberto Silva, Renato, Mancini e Ramon; Guilherme e Afonso Alves.

Voltando ao Rio de Janeiro, o Fluminense apresenta seu time: Diego; Gabriel, Thiago Silva, Rodolfo e Marcelo; Marcão, Arouca, Carlos Alberto e Roger; Tuta e Magno Alves. O Vasco vai com: Hélton; Zé Maria, Junior Baiano, Odvan e Felipe; Andrade, Juninho Pernambucano, Léo Lima e Juninho Paulista; Romário e Luizão. E por último e não menos importante o Botafogo: Max; César Prates, Juninho, Scheidt e Jorginho Paulista, Leandro Ávilla, Túlio, Sérgio Manoel, Zé Roberto; Dodô e Túlio Maravilha.

Fotos: http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/151/151/50/334819.ilsinho_shakhtar_futebol_209_279.jpg

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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Batalha Inglesa

Neste domingo, Liverpool e Chelsea se enfrentam pela terceira rodada do Campeonato Inglês. Os dois times, nas últimas três temporadas, se enfrentaram 15 vezes. Com 5 vitórias para o Rafa, 3 empates e 7 vitórias do Mourinho. Quatro dessas partidas foram em semifinais de Liga dos Campeões. A batalha marca também grande rivalidade entre os dois técnicos, Rafa Benítez e José Mourinho, que nesses jogos mantém um grande equilíbrio. Vatangem para Mourinho em jogos de campeonato e para Benítez em jogos de copa.

No campeonato deste ano, os Blues vem apresentando um futebol diferente das temporadas passadas. Nas duas vitórias conquistadas, 3x2 no Birminghan e 2x1 no Reading, a equipe jogou mais ofensiva que nos anos anteriores. Para a próxima partida frente os Reds, o capitão do Chelsea, John Terry, retornará a equipe titular.

O Liverpool jogou apenas uma partida no atual campeonato e venceu. Bateu o Aston Villa por 2x1. O capitão Gerard também deve jogar após lesão. Rafa Benítez tem dúvidas para escalar o ataque. Não sabe se mantém o ucraniano Voronin e o inglês Crouch como titulares, ou se põe o espanhol Fernando Torres. Pennant, Xabi Alonso, Agger e Kuyt que não jogaram na estréia também estão a disposição.

Os outros jogos da rodada serão: Portsmouth x Bolton Wanderers; Birmingham City x West Ham United; Fulham x Middlesbrough; Reading x Everton; Tottenham Hotspur x Derby County; Newcastle United x Aston Villa; Wigan Athletic x Sunderland; Manchester City x Manchester United; Blackburn Rovers x Arsenal. Destaque para o derby de Manchester

E para você dá Liverpool ou Chelsea? Reds ou Blues? Benítez ou Mourinho? Gerard ou Lampard? Carragher ou Terry? Reina ou Cech?

Fotos:
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

São Paulo com quase uma mão na taça

Por: Danilo Lavieri Ribeiro
O Campeonato Brasileiro teve seu primeiro turno encerrado nesse domingo, mas alguns jogos foram adiantados devido ao Pan. Um deles aconteceu ontem, entre Botafogo e Corinthians.


Em um belo jogo, no Maracanã, o Fogão era franco favorito e precisava da vitória para não se afastar do líder São Paulo. Por outro lado, o Corinthians queria sua segunda vitória consecutiva e contava com uma torcida especial: a dos São Paulinos. O Tricolor sabia que caso o Botafogo perdesse, a tarefa ficaria mais fácil.

Em um ótimo jogo, deu Corinthians, por 3x2, com gols de Arce, Nilton e Finazzi pelo lado paulista e Nilton contra e Dodô de pênalti para os cariocas. Com a derrota, o alvinegro fica 7 pontos atrás do São Paulo. O Corinthians subiu para 12ª posição e tem 26 pontos.


Hoje, em mais um jogo adiado, teremos Fluminense e Flamengo, no Maracanã.