domingo, 24 de fevereiro de 2008

Fala que eu te escuto

por Vinícius Souto

Não arrisco dizer que o futebol é construído só por boladas e caneladas. Tem mais. O bastidor talvez seja a pitada necessária pra tornar a paixão brasileira ainda mais gostosa. Vozes de todo canto ganham espaço e botam som, ora engraçados, ora polêmicos, no ouvido do torcedor. Um jogador fala daqui, um técnico polemiza dali. Tem tudo e pra todos. Eis a gritaria que não se cala.

Há dizeres que nos põem à reflexão. Por exemplo: “é melhor ser bicha que ladrão”, afirmou o árbitro Margarida. Ou “se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminava sempre empatado”, filosofou o técnico João Saldanha. Pode parecer óbvio, mas é bom lembrar, não é, Falcão: “a gente só perde se não ganhar”. Benchflower, atleta irlandês, faz a linha estrategista: “a tática é empatar antes que o outro time faça o primeiro gol”.

O zagueiro Fabão disse na despedida do Flamengo: “A partir de agora meu coração tem uma cor só: rubro-negro”. Seguindo nas engraçadas e mal pensadas: “Esse é um gol que dedico particularmente a todos”, frase de Toto Schilacci, italiano. O que dizer do atacante Jardel? “Quando o jogo está tenso, minha naftalina sobe”. Pô, só usa a cabeça dentro da área.

Não é difícil ouvir reclamação daqueles envolvidos com a redonda. Discreto, o jogador inglês Ian Wright, disparou: “sem querer criticar o Beckham, mas perdemos por causa dele”. Neto, o sempre-com-razão, soltou a pérola: “se bandeirinha fosse bom era juiz”. Tem a cornetagem aos corneteiros: “no Maracanã, se vaia até minuto de silêncio”, disse o escritor Nelson Rodrigues.

Vampeta arriscou a pele e apresentou o Flamengo: “aqui eles fingem que pagam e a gente finge que joga”. O treinador Levir Culpi mostrou humildade: “sou um burro com sorte”. Coisa que o grande baixinho Romário não fez: “quando nasci, Deus apontou pra mim e disse ‘esse é o cara’”. Eto’o mesclou ambos: “Beckham é mais charmoso, mas jogo mais que ele”.

Tem o exagerado (ou não): “o medo do homem diante da morte é como o medo do goleiro diante do pênalti”, desabafou Pagliuca. Túlio, fazedor de gols, também acha: “minha missão na Terra é fazer gols. Para isso fui criado”. Claudiomiro leva ao pé da letra: “azulejos? Não. Sou colorado. Vou botar vermelhejos”. Dunga, hoje comandante da seleção, veste a camisa (espalhafatosas, geralmente): “meu contrato com o Internacional é a vida”.

Diga o que vier à mente. A bola inspira o melhor e pior sentimento. Luis Fernando Verissimo definiu bem: “só o futebol permite que você sinta aos 60 anos o que sentia aos 6”. Tomara mesmo!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Qual é o papel da mídia esportiva?

Por Danilo Lavieri Ribeiro *

Caro leitor, e se eu te dissesse que o pai de Ayrton Senna está sendo acusado de manter 82 pessoas em condições de escravidão? Você acreditaria?

Pois é, sim, Milton da Silva, pai do grande herói da Fórmula 1 brasileira, está sob suspeita de, em um terreno de seis mil hectares, na Bahia, deixar 82 trabalhadores em condições sub-humanas.

Até aí, você pode ter tido uma grande novidade, e pensado. ‘Que furo! Um blog desses, muito menor que grandes sites de esportes, sendo o primeiro a dar uma notícia de tamanha importância’.

Não somos o primeiro site brasileiro a dar a notícia. Mas, talvez, o primeiro a dar devido destaque a tamanho problema. Apesar disso, a notícia é velha. Desde o último dia 13, o jornal italiano ‘Gazzetta dello Sport’ noticia essa atitude lamentável.

Mas por que será que ninguém falou nada? Será que nenhum veículo de grande porte, como Globo, não tem um profissional que veja sites internacionais em busca de uma notícia? Duvido. Será que grandes jornais esportivos, como Lance, não tem um jornalista responsável pela ronda em um dos mais importantes noticiários esportivos da Europa?

A resposta, na minha visão, é simples: manter a imagem de santo, de herói. Até que ponto é legítimo manter uma notícia de tal importância escondida do público só pra manter a imagem de um grande vencedor no esporte intacta? Não questionei, aqui, a qualidade de Senna. Sem dúvida, era competente no que fazia.

Mas será que é justo com o público, na maioria das vezes refém dos meios de comunicação, ser privado dessa notícia? Será que se divulgada, realmente queimaria a imagem do herói da nação?

É de se pensar. Acredito que a mídia sempre deve ser imparcial. É emocionante ver os narradores gritando e exaltando o talento do brasileiro, mas é deprimente a mídia esconder, abafar uma notícia tão importante de tal forma.

Duvida? Clique aqui.

*Agradecimentos a Gabriel Manetta Marquezin pela indicação de pauta e pela ajuda no italiano.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Brasil tem tarde muito triste

Por Leandro Carneiro

Quarta-feira à tarde, Milan e Livorno se enfrentam no estádio San Siro e o futebol brasileiro recebe uma notícia muito triste na segunda etapa. O atacante Ronaldo Nazário volta a se lesionar com certa seriedade e faz os torcedores relembrar a cena em que o jogador estourou o joelho contra a Lazio no ano de 2000.

O atleta ficou em campo apenas dois minutos, não tocou na bola, sofreu o penalti e saiu machucado. A lesão aconteceu no joelho esquerdo e levou o matador a deixar o campo chorando muito.

Um dia triste não só para o matador como para todos brasileiros. O sonho de ver o atacante voltar a vestir a camisa da seleção brasileira fica mais distante, porém muito mais que isso vemos o maior artilheiro da história da Copa do Mundo deixar o gramado com muitas dores e voltar para o departamento médico.

Idolo no Barcelona, Internazionale, Milan, Real Madrid, PSV e Cruzeiro, o atleta preocupa muito e tem suspeita de um rompimento do tendão da patela, a mesma de 2000, porém naquela época foi no outro joelho. Pelo Brasil, o matador tem a marca de ser o segundo maior artilheiro, 22 gols a menos que o líder Pelé.

Fica aqui neste texto o relato e a torcida pelo maior jogador de futebol que vi jogar. Ronaldo não é apenas mais um atleta rico e que alegra a torcida fazendo gols. O matador é um verdadeiro herói deste país e do mundo. Espero ver o atacante voltar aos gramados para que alegre todos nos do Brasil com mais gols e mais prêmios de melhor jogador do Mundo, como em 1996, 1997 e 2002.

Abaixo fica um vídeo para os amantes do futebol e principalmente os fãs do Ronaldo. Volte logo melhor jogador brasileiro que vi atuar, dê a volta por cima novamente e valeu por tudo!!!



sábado, 9 de fevereiro de 2008

Espetáculo nas quadras

Por Leandro Carneiro

Ontem descobri um novo esporte. Sexta-feira à noite todos pensam em sair, mas eu ganhei de presente o direito de acompanhar o jogo da National Basketball Association (NBA) entre Minnesota Timberwolves contra Boston Celtics, o último contra o primeiro. Por não conhecer achei que seria mais uma partida chata de basquete, mas pelo contrário consegui sentir emoção com a partida.

Longe de ser torcedor de qualquer um dos dois times, porém o ginásio Target Center estava lotado, apoiando o Timberwolves e deu uma emoção um pouco diferente para a partida.

A vitória foi do líder Boston Celtics, mas quem apostou em um jogo fácil se enganou. O espetáculo foi decidido nos últimos segundos e quando digo últimos quero dizer faltando menos de 1. O resultado foi 88 a 86, porém para mim a maior importância foi ter descoberto um esporte fantástico que no Brasil não tem o valor que deveria ser dado.

Após ver um jogo de tal qualidade, tenho um pedido a fazer a todas as autoridades responsáveis pelo basquete brasileiro. Invistam e façam nossa nação brilhar. Não cobro que tenhamos uma NBA aqui, mas uma levantada no esporte e em sua qualidade é algo necessário.

Para quem não conhece muito bem o basquete ou não gosta, recomendo que acompanhem na próxima semana o Show das Estrelas. Competição que reune os melhores jogadores do esporte dos Estado Unidos. Após assistir, muitos mudarão suas opiniões sobre o basquete.

Para finalizar, agradeço Pierce e Al Jefferson que foram os cestinhas do espetáculo com 18 pontos cada. O primeiro também foi o responsável pela incrível cesta nos últimos instantes do jogo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Técnico-personagem

por Vinícius Souto

Dirigir um time de futebol é difícil. Mas pode ser fácil se o time colaborar. No Brasil, estabilidade não é comum no vocabulário dos técnicos. A pressão da torcida, dos dirigentes e dos jogadores são capazes de fazê-los desempregados. Alguns até contam com a blindagem da mídia esportiva ou de um passado vitorioso. Porém, nem sempre bastam.

Existem tipos variados e peculiares de técnico. Por exemplo, Emerson Leão é daqueles que gosta de aparecer mais que o time. Com frases irônicas e muitas vezes incompreensíveis, não perde a chance de polemizar. Promovido a técnico de ponta quando surgiu com Robinho e Diego no Santos, 2002, hoje deixa dúvidas. Há quem diga que Leão salvou o Corinthians do rebaixamento em 2006 ou que levou o Atlético Mineiro à Copa Sul-Americana de 2008. Nesse ano, começou mal no Campeonato Paulista. Ele justifica: culpa do que sobrou da era Luxemburgo.

Wanderley Luxemburgo representa o estilo “executivo da bola”. A beira do gramado ficou pequena pra ele. Dá pitacos das categorias de base às decisões nas altas cúpulas dos clubes. É o famoso manager e ganha muito por isso. Dirigiu o Real Madrid e retornou com o rabinho entre as pernas. No Palmeiras, vai mal, mas não admite. “O time está formando uma identidade”. Não duvido, Luxemburgo é sabido e é o Luxemburgo.

Muricy Ramalho, do São Paulo, é do tipo rabugento, pra não dizer mal educado. Ele rebate: é seriedade. Na trajetória recente traz títulos e vices. Assinou contrato até 2009 com o time do Morumbi, fato raro. Não se cala durante os jogos, a não ser tomado pela gripe, como no jogo contra a Ponte Preta pelo Campeonato Paulista. A falta de simpatia com os jornalistas é amenizada por sua eficiência. Só ri quando a “piada é boa”. Esse começo de ano, definitivamente, não é de dar risada.

Mano Menezes é jovem perto dos outros medalhões do futebol brasileiro. É visto como ressuscitador. Salvou o Grêmio da segundona e agora carrega o fardo de trazer o Corinthians à elite. Seus pedidos de contrações foram atendidos, quase 15. Fala pouco, fala bem e não foge da raia. O time ainda não se acertou, mas, calma, Campeonato Paulista é “laboratório”. A Fiel torce para que os “ratinhos” se desenvolvam.

“Jogador da night“ tornou-se expressão conhecida devido aos atletas baladeiros. Renato Gaúcho era um deles e como técnico evita a hipocrisia. Continua. Carioca, do futvolêi, língua afiada, vem construindo carreira regular e conta com a confiança dos dirigentes no Fluminense. Balada? Aproveito, então, pra lembrar de Romário. Protagonista de mais uma obra do “fanfarrão” Eurico Miranda, não durou muito na condição de jogador-técnico-astro-baixinho-milgols. Inovou com treinos noturnos, ou “morcegos”, como apelidou, se escalou e dispensou jogadores. Contudo, na primeira discórdia com Eurico, escalar ou não o atacante Allan Kardec, pendurou a prancheta. Romário falou, tá falado.

Exemplos não faltam. Joel Santana atravessa boa fase no Flamengo, é tradicional, trabalha à moda antiga. Abel Braga não abandona o chicletinho, grita forte e tem bom comando no Internacional; no Internacional. Felipão, casca-grossa, mais um produto brasileiro transferido pra Portugal, retranca, bate e é bem visto. Antonio Lopes anda sumido. Nelsinho Baptista, a alternativa à alternativa, também. O desconhecido Jorvan Vieira é rei no Iraque, ganhou a Copa da Ásia. Parreira carrega um bom currículo e a praga, afundou agora a África do Sul; se a casa cair, ele ministra palestras.

Pra não dizer que esqueci. Dunga, marinheiro-de-primeira-viagem, é inovador, inventor e lacônico. Sério como nos tempos de volante. No comando da seleção, quebra paradigmas. Convoca o inesperado, dá esperança pro esquecido, vê e não vê quem merece. Para o Bobô, é uma mãe.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Que saudade do meu Brasil!!!

Por Leandro Carneiro


Quarta-feira de cinzas com muito futebol na tela da televisão. Porém, venho falar neste texto sobre a nossa gloriosa Seleção Brasileira de futebol. O time canarinho entrará nos gramados às 17 horas, mas será que vale a pena parar para acompanhar o jogo ante a Irlanda?

É uma das poucas vezes que olho para o Brasil e não fico empolgado com uma partida. O problema não é ser um amistoso e sim os atletas que compõe o elenco. A partir de agora analisarei um por cada posição e veremos que quem está lá não são os melhores, alias quando se seleciona algo deveria ser escolhido os melhores.

Sinto falta do carismático Marcão, quando vejo Júlio César e Renan como arqueiros do Brasil. Mas tudo bem o goleiro do Palmeiras não joga a muito tempo, porém um jogador jovem vem muito bem, Diego, ex-Atlético Mineiro e atual Almeria, é destaque na Espanha. Os elogios não vêm de um mero estudante de jornalismo e sim de um dos ídolos espanhóis. Iker Casillas, goleiro do Real Madrid, falou muito bem do atleta do Brasil. Pode não agradar os Colorados, no entanto, a realidade é essa.

Talvez a zaga seja uma das melhores da história do futebol brasileiro, mas Lúcio e Juan não estarão em campo por causa de lesões. Um bom teste para quem entrar no lugar dos atletas titulares absolutos e olha que pela frente terão o talentoso Robbie Keane.

Pelas laterais comemoro a não convocação de Maicon e a oportunidade que Rafinha poderá ter, mas Leonardo Moura não. Cicinho poderia ter ganhado outra chance, mas o jogador do Flamengo é pouco para a seleção maior vencedora do mundo. Na esquerda, o Dunga cogita usar Richarlyson. O são-paulino pode até ter se destacado no último ano, porém não me anima ver uma posição onde teve, recentemente, Roberto Carlos e Branco, ter um atleta improvisado.

Sobre o meio-campo que me perdoem, mas é falta de respeito até em pensar no passado. Em 1982, tivemos Toninho Cerezo, Sócrates, Falcão e Zico e agora temos Josué, Gilberto Silva, Julio Baptista e Diego. Podemos formar milhões de meio-campo melhores que esse composto nos dias de hoje.

O ataque é um dos melhores que podemos formar atualmente, mas citar Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo é de humilhar um sistema ofensivo com Luis Fabiano e Robinho. Só não vou falar sobre o Bobô porque ele vestir a camisa de um país pentacampeão virou brincadeira ou irresponsabilidade de quem comanda.

Portanto resta a você leitor decidir se compensa ver essa partida ou se vale mais a pena pegar um vídeo de seleções passadas como o de baixo e assistir ao longo do jogo. Com direito a choro de argentino para ficar melhor. E que o Danilo não venha novamente combater minhas idéias sendo bairrista e defensor dessa nação, pois o futebol dessa seleção ta precária.

SP 10 x 0 RJ

Por Danilo Lavieri Ribeiro

Não sou da mesma opinião de meu colega de blog. Na verdade, sou totalmente contrário. Apesar de gostar de ver gol, prefiro o futebol disputado. Explico:

Nos últimos anos, presenciamos Paulista e Santo André nas finais da Copa do Brasil, onde bateram, respectivamente, Fluminense e Flamengo. Disputaram, inclusive, Libertadores.Campeonatos da Série A e B são sempre marcados por boas performances dos paulistas.

No Rio de Janeiro, a situação é oposta. Na Copa do Brasil, NUNCA vi um pequeno fazendo bonito. Libertadores... não preciso nem falar. Infelizmente, até mesmo em Campeonato Brasileiro da Série B o desempenho é pífio.

Vejo um futebol divertido no Rio e sério em São Paulo. E esta diferença acaba ficando cada vez mais exposta quando times dos dois estados se enfrentam. Essa diversão, aliás, acaba impedindo o crescimento de times menores cariocas. A fragilidade dos pequenos permite goleadas, inclusive, entre eles.

Vamos ver os campeões dos últimos Campeonatos Brasileiros da Série A:

1997 - Vasco
1998 - Corinthians
1999 - Corinthians
2000 - Vasco (Copa João Havelange)
2001 - Atlético-PR
2002 - Santos
2003 - Cruzeiro
2004 - Santos
2005 - Corinthians
2006 - São Paulo
2007- São Paulo

Nos últimos 11 campeonatos disputados, apenas dois foram conquistados por times cariocas, sendo que um foi a famosa e conturbada Copa João Havelange. Os paulistas, por sua vez, têm sete títulos. Há, também, um crescimento de pequenos de todos os outros cantos do Brasil. Exemplo disso é o menor número de paulistas no Brasileirão dos últimos dois anos: quatro. Até então, São Paulo era representado por seis e até sete times na divisão de elite do futebol nacional. A queda dos paulistas, no entanto, não significa a subida dos cariocas.

Cade o gol?

Por Leandro Carneiro

O futebol carioca neste ano começa dando show. Pode não ter craques, não ter estrelas, mas tem brilho e o principal tem gols. Os jogos tem sido emocionantes, viradas espetaculares tem acontecido e vemos times usando esquema tão combatido no Brasil com três atacantes.

Por exemplo, no Rio de Janeiro temos até agora cinco rodadas e um total de 138 gols. Já em São Paulo são 150 gols em seis rodadas, porém a quantidade de partidas realizadas no Paulista é muito maior. O número absoluto poderia até equiparar os ataques dos clubes, mas isso não acontece.

Até agora, o Campeonato Paulista, o mais forte estadual, como é conhecido, teve 60 jogos contra 40 do Rio. Fazendo a média de gols por partida chegamos a incrível marca de 2,5 tento a cada jogo no estado de São Paulo e 3,4 no Carioca.

A possível justificativa seria o fraco desempenho dos grandes clubes paulistas como dito no texto abaixo, mas não são somente os famosos cariocas que estão balançando as redes. Na última rodada, quinta, o Madureira venceu o Americano por 6 a 3, uma partida com nove gols que ninguém vê a muito tempo.

Como um mal paulista me resta dizer. “Ai que inveja do futebol carioca”. Me perdoem todos os bairristas e fanáticos por defender o estado e a cidade onde nascem ou vivem, mas eu jamais trocaria um 4 a 0 do Flamengo no Engenhão, como no último sábado, por qualquer jogo dos grandes de São Paulo.

Resultados? O Tricolor Paulista deu show e goleou a Macaca por 0 a 0. O Timão e sua nação Alvinegra também fizeram um jogo com muitos gols com o Mirassol e empatou em 0 a 0. Para um jornalista esse texto repete muitos zeros, mas aposto que quando falarem do Verdão os números mudarão. Afinal, o Palmeiras tem o Alex Mineiro. Pois é, mas o jogo do Alviverde foi 1 a 0 para o Noroeste. Já sei, os Meninos da Vila deram show. Não, não apenas um empate do Peixe com o Paulista em 1 a 1.

Não sei se um apelo ou se uma constatação, mas me dá saudades de ver o Campeonato Paulista ser destaque dos jornais, blogs, sites e televisões. Em um futebol que passaram Charles Miller, Pelé, Serginho Chulapa, Careca, Teleco, Servílio de Jesus, Casagrande, Evair, entre outros, não pode se contentar com pouca bola nas redes.

O pedido vai para Acosta (Corinthians), Adriano (São Paulo), Alex Mineiro (Palmeiras), Kleber Pereira (Santos), Otacílio Neto (Noroeste), Pedrão (Barueri), Dinei (Guaratinguetá), Cris (Guarani), Christian (Portuguesa), Renato (Ponte Preta), Bill (Bragantino), Marcus Vinícius (Juventus), Fábio Luis (São Caetano), Branquinho (Rio Preto), Wellington Silva (Marília), Marcos Denner (Sertãozinho), Fabiano Souza (Mirassol), Alex Afonso (Ituano), Mirandinha (Rio Claro), Neto Baiano (Paulista) e todos os outros jogadores que não são os matadores de seus times.

FAÇAM A GALERA GRITAR GOL POR FAVOR, ASSIM COMO O JOSÉ SILVÉRIO ABAIXO!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Acordem, gigantes!

Por Danilo Lavieri Ribeiro

O Paulistão já começou e isso é fato. Vimos, no último domingo, a sexta rodada ser finalizada. Na primeira colocação... o Guaratinguetá.

É, caro leitor, ao contrário do que acontece no Paraná e no Rio de Janeiro, por exemplo, onde os grandes estão prevalecendo, aqui, os times do interior saem na frente. E isso não é novidade. No ano passado, por exemplo, Bragantino e São Caetano deixaram Palmeiras e Corinthians de fora das semi-finais.

A parceria toda poderosa do Palmeiras parece não estar adiantando. A renovação no Corinthians, também não. No Santos, a ‘herança negativa’, deixada, segundo Leão, por Luxemburgo, parece atrapalhar bastante e os ‘meninos’ da Vila ocupam a zona de rebaixamento. O São Paulo, por sua vez, é o único que estaria na segunda fase do campeonato.

Mas, mesmo assim, não corresponde às expectativas que colocavam em cima do Tricolor. Adriano não faz milagres, e até mesmo Rogério Ceni parece cansado. Falhas que antes não eram vistas aparecem cada vez mais na falta de gols do goleiro artilheiro. No último jogo, contra a Ponte Preta, o camisa 1 parece ter dado uma recuperada e fez uma boa partida, mas longe dos shows que o são paulino quer ver.

O que resta para o torcedor é esperar que seja falta de ritmo e não de qualidade. Enquanto isso, Guaratinguetá, Ponte Preta e Noroeste vão aproveitando para abrir a dianteira. O Palmeiras, por exemplo, já fica a sete pontos do primeiro colocado. O Santos briga ainda para sair da zona de rebaixamento e vê o quarto colocado, Noroeste, cinco pontos e 14 posições acima.

E você, torcedor? Acredita que ‘muita bola vai rolar’? Ou a situação vai continuar a mesma?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Alegria no esporte

Por: Leandro Carneiro


O mundo do tênis vê um alegre jovem erguer um dos principais títulos do esporte. Novak Djokovic acabou com os riscos de a zebra falar mais alto em Melbourne e bateu o francês Tsonga por 3 a 1 na grande final. De virada, sofrida, mas pela primeira vez em sua carreira o sérvio conseguiu levar o troféu de um Grand Slam para casa.

Quem gosta de tênis admira o feito, quem gosta de simplicidade fica entusiasmado e passa a adotar Djokovic como o atleta para quem torcer. Isso porque ele não é um simples jogador e sim um animador.

O sérvio imita seus adversários ao jogar. Nadal, Federer, Roddick e Sharapova, o que é isso? Mundial com os melhores tenistas? Não, são apenas alguns jogadores que esse sensacional atleta gosta de imitar.

Dá espetáculo nas quadras com seu tênis perfeito e também tira sorrisos de um público inteiro. A febre está se expandindo cada vez mais e agora depois do título de uma das principais competições do esporte, o “boom” é maior ainda. Desde a conquista, no dia 27 de janeiro, nasceram na Sérvia, país de origem de Djokovic, cerca de 30 crianças que foram batizadas com o primeiro nome do jogador, Novak.

Parabéns pelo feito de Tsonga ao chegar em uma final inesperada e pular de 38º colocado para 12º. O esporte fica cada vez mais interessante com essas “zebras” que entram como azarões e vencem os favoritos disparados. Porém, esse texto é principalmente para destacar o título de Novak Djokovic.

Se o sérvio não ganhasse com certeza o título não teria tanta graça. Parabéns ao Djokovic pela conquista e por ter se aproximado do segundo no ranking, Nadal, mas o maior mérito do garoto de 20 anos é ser humilde e carismático ao ponto de conquistar todo o mundo do tênis.

Desejo que além de nomes de novas crianças, surjam muitos Novak Djokovic no esporte para cada vez mais termos motivos para ficarmos felizes.

Fotos: Aberto da Austrália

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Zebra de raquete nas mãos

Por: Leandro Carneiro

A zebra resolveu assumir de vez seu novo esporte. Agora, as surpresas acontecem no mundo das quadras com raquetes. Se tivéssemos feito uma pesquisa sobre quem faria a final do Aberto da Austrália com certeza os apostadores iriam gastar suas fichas em cima de Roger Federer e Rafael Nadal. Talvez Djokovic, mas nunca no francês Tsonga.

Jô-Wilfried Tsonga, 22, é o número 38 do mundo e bateu nas semifinais o favoritíssimo espanhol Rafael Nadal. O francês jogou este torneio apenas uma vez em sua carreira, mas foi derrotado logo na primeira fase pelo americano Andy Roddick, em 2007. Além do atleta da Espanha, Tsonga deixou para trás famosos como Andy Murray, Mikhail Youzhny e Richard Gasquet. A partida foi 3 a 0 para o “azarão”.

Na outra semifinal, Novak Djokovic fez o que parecia impossível. Não apenas ganhou de Roger Federer, maior tenista do século, ele conseguiu derrotar o suíço por 3 a 0. Federe iria brigar pelo seu quarto título em Melbourne, porém terá que aguardar 2009 se quiser ser tetracampeão.

A invencibilidade do jogador, no Aberto da Austrália, da Suíça era de 19 jogos. A última derrota tinha sido em 2005, quando Federer caiu ante o russo Marat Safin na semifinal do torneio.

A marca maior foi sair vencedor por 3 a 0. Para a lembrança de todos os brasileiros, o último a derrotar Federer, sem perder sets, foi Gustavo Kuerten pelo torneio de Roland Garros em 2004. A pior derrota da história do suíço desde que virou número um do mundo.

Agora, resta a nós aguardar a grande final no domingo. Novak Djokovic é o favorito para ganhar de Tsonga, mas e quem disse que favorito ganha na Austrália. Devido as circunstâncias não duvido que a zebra passe a ser favorito nas quadras de Melbourne.

Fotos:

Tsonga

Djokovic

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Aposentadoria de um herói

Por Leandro Carneiro

O mundo do tênis perderá neste ano um de seus maiores praticantes do esporte. O brasileiro Gustavo Kuerten, mais conhecido como Guga, anunciou que deixará as quadras ainda em 2008. A despedida acontecerá ou no Torneio de Roland Garros, aonde ganhou destaque no tênis internacional, ou nas Olimpíadas de Pequim, dependerá de uma eventual convocação para a competição.

Uma carreira repleta de conquistas e de muitas contusões. Guga tem um total de 23 títulos como profissional no tênis de simples. Porém, sem dúvidas foi na França, em Roland Garros, que Kuerten virou ídolo brasileiro. Venceu a competição em três oportunidades, 1997, 2000 e 2001 e se tornou o primeiro homem do Brasil a ganhar um Grand Slam.

Foi no ano de 2000 que Guga chegou ao auge de sua carreira, quando se tornou o primeiro do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Nesse mesmo ano, o brasileiro conquistou o maior torneio do tênis, a Masters Cup, em Lisboa.

Kuerten se tornou o latino-americano que ficou mais tempo na liderança da classificação, foram 44 semanas. Outro atleta da América Latina que liderou foi o chileno Marcelo Rios, porém não ficou nem um mês a frente.

Pelo Brasil, o tenista tem como marca a vitória contra a Áustria em 1996, que levou a Seleção Brasileira de Tênis para a elite do tênis mundial, na Copa Davis.

A partir de 2003 a carreira de Guga foi decaindo. O atleta passou por duas cirurgias no quadril que o afastaram das quadras. Desde então, Kuerten se machucou muitas vezes e nunca voltou a conquistar grandes torneios.

Com certeza, a carreira de Guga o torna como um grande ídolo do esporte brasileiro e principalmente o grande tenista da história do Brasil.

Como brasileiro agradeço Kuerten por diversas alegrias que ele deu para a nossa nação e espero que todas as suas conquistas inspirem novos jogadores a levar o Brasil de volta ao topo do mundo do tênis.

VALEU GUGA!!!

Fotos:

Guga1

Guga2

Guga3

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Kaká doa troféu para igreja Renascer

Por Paula Ramos

Os fãs do futebol de Kaká poderão ver de perto o troféu de melhor jogador do mundo que o meia do Milan recebeu da Fifa em dezembro. O atleta decidiu expor a peça na sede da Igreja Renascer em Cristo, no Cambuci, em São Paulo, que está montando um sistema de segurança no saguão principal do prédio para poder mostrar o troféu ao público.

O anúncio da decisão de Kaká foi feito na noite de Réveillon, durante o Culto da Virada, uma cerimônia que foi acompanhada por aproximadamente 100 mil pessoas, via rádio, televisão e internet. O jogador quis, com a exposição do troféu, agradecer os títulos conquistados em 2007 com o Milan (Copa dos Campeões da Europa e Mundial de Clubes), além dos prêmios de melhor atleta do mundo dados pela revista francesa France Football e pela Fifa e pela gravidez da esposa Caroline Celico.


“Agradeço a Deus por todas as vitórias e conquistas que tive em 2007 e trago ao altar dois prêmios: um é meu filho que está chegando, fruto de uma palavra que eu recebi de um Apóstolo no final de 2006. O outro é esse troféu da Fifa, que quero consagrar a Deus e deixar na Igreja”, afirmou Kaká durante a cerimônia. A sede da Igreja Renascer fica na avenida Lins de Vasconcelos, 999.


Fotos: divulgação

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

País dos pés com sucesso nas mãos

Por Leandro Carneiro

Um esporte em crescimento, esse é o handball brasileiro. As vitórias no cenário Sul-Americano vem fazendo o esporte crescer cada vez mais no Brasil. Por isso, a Confederação Brasileira de Handball foi buscar técnicos na Europa para realizar a evolução.

Alexandre Carneiro esse é o nome de mais um professor de educação física que batalha por essa modalidade. Como técnico no esporte, o professor conquistou muitos títulos em sua breve carreira. Entre eles estão: Bicampeonato Campograndense, Bicampeonato Sul-Matogrossensse. Além de ser Vice-campeão Metropolitano pela FHMS (Federação de Handball do Mato Grosso do Sul), Vice-campeão escolar de Campo Grande.


Abaixo segue uma entrevista na integra:

Jornalismo FC: Quais são as maiores dificuldades do esporte amador no Brasil?

Alexandre Carneiro: Maior dificuldade é a falta de dinheiro, de investimento.

JFC: Quais são suas expectativas para a Seleção Brasileira de Handball em Pequim?

AC: Ficar entre os quatro primeiros, tanto no masculino como no feminino, que pode pegar uma medalha.

JFC: Como está atualmente o handball amador?

AC: Tem alguns grandes centros, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul que tem grandes competições. O Nordeste também é muito competitivo.

JFC: O esporte tem chance de ser uma potência mundial? Quanto tempo?

AC: Houve investimento na contratação de técnicos espanhois, por parte da confederação e por isso hoje é visto como uma das potências.

JFC: O Handball é muito praticado nas escolas?

AC: Tem um patrocinador de peso, nas escolas, só perde para o Futsal.

JFC: Os jogadores atuam no Brasil ou fora do país?

AC: A maioria da Seleção Brasileira feminina joga na Europa e masculina também. Há pouco investimento, o esporte vive das migalhas do clube.

Agora resta a uma nação inteira torcer pelo Brasil em Pequim no meio de 2008, nas Olímpiadas. As esperanças de um bom desempenho são grandes. Afinal, a Seleção Brasileira é a atual campeã Pan-Americana tanto no femino como no masculino.

Vamos Brasil!!!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

2007: Ano de alegrias esportivas

Por Leandro Carneiro

Um ano de show no esporte. Show da torcida brasileira, visto no Pan-Americano ou no Maracanã e Morumbi no retorno do Brasil para casa nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Uma fantástica exibição das torcidas de futebol. Seja a de maior público do Campeonato Brasileiro, o Flamengo, como a do campeão São Paulo, sem esquecer do empenho da do Palmeiras, Fluminense e Vasco, mas principalmente a do Corinthians, que mesmo vendo seu time sendo rebaixado apoiou.

Gritos com o de: “Eu sempre te amarei, onde estiver estarei, ó meu Mengo. Tu és time de tradição, raça, amor e paixão, ó meu Mengo”, da nação Rubronegra emocionaram todos do país. Temos também a nação corintiana. “Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians, aqueles que acham que é pouco, eu vivo por ti Corinthians. Eu canto até fica rouco, eu canto para te empurrar”. Entre outros espetáculos das demais torcidas, que fizeram o Brasileirão 2007 ter a maior média de público da era dos pontos corridos.

Um ano vitorioso para o Brasil. A natação dando show e conquistando diversas medalhas, principalmente, nas braçadas de Thiago Pereira. Como também temos que lembrar da menina de 16 anos, Jade Barbosa que emocionou um país inteiro com sua superação na ginástica. No mesmo esporte, vimos Diego Hypólito. Também o judô do Brasil, Thiago Camilo que o diga com um Mundial e um Pan-Americano vencido só com ippon.

Mas também um ano Luso. Com a volta da tradicional Portuguesa para a elite do futebol brasileiro, junto com Coritiba, Vitória e o caçula Ipatinga. Parabéns a todos. Portugal também viu o garoto Cristiano Ronaldo dar espetáculos pelos campos do mundo e ser eleito melhor jogador do Campeonato Inglês e ganhar o prêmio de terceiro melhor do mundo.

O segundo? O menino Messi, mais novo que Ronaldo, porém não menos competente. O argentino fez seu país se orgulhar de sua habilidade e relembrar o eterno Maradona, quando marcou um gol driblando desde o meio campo. Não esquecemos do Boca Juniors, liderado por Riquelme, que conquistou a Copa Libertadores. Também o Arsenal de Sarandi que ficou com a taça da Copa Sul-Americana.

Na Europa, o campeão é italiano. Parabéns ao Milan, que liderado pelo melhor do mundo, deu show de competência e conquistou a Liga dos Campeões. Os espanhóis do Sevilla também podem ficar feliz pela conquista da Taça da Uefa.

Na Espanha, o título é Merengue com o Real Madrid. Na Itália, é da Internazionale. Na Inglaterra, o Manchester levou. Na Alemanha, o Stuttgart. São apenas alguns dos que sorriram neste ano gritando é campeão.

Assim como a Suíça viu novamente Roger Federer ser dono do mundo do tênis. Na Davis, a supremacia veio dos Estados Unidos que bateu na final a Rússia por 4 a 1 e ganhou sua vigésima Copa Davis.

Na Formula 1, a Finlândia comemorou uma vitória espetacular de Kimi Raikonen, que venceu o mundial na última corrida.

Esses são alguns fatos marcantes de 2007, onde o mundo do esporte sorriu e chorou de alegria a cada título. Onde espetáculos foram dados. Dribles como os de Ronaldinho, Robinho, Quaresma, Cristiano Ronaldo e Messi. Com braçadas de Thiagos Pereiras, com saltos de Diegos Hypólitos, cortadas da Seleção Brasileira de Vôlei, comandada por Bernardinho, shows americanos no basquete. Cada país teve sua alegria em seu esporte, mas não temos como esconder o lado vitorioso verde amarelo.

Por outro lado, não podemos nos esquecer dos fatos trágicos. A morte do jogador Puerta, do Sevilla, do meia Cléber do Bahia. Time que viu, no último jogo da Série C do Campeonato Brasileiro, o estádio da Fonte Nova ceder e matar pessoas. Morte no automobilismo como a de Rafael Sperafico. Uma tristeza que fica para muitos, mas que deve ser encoberta pelas felicidades que o esporte deu para todos neste ano.

Aqui fica o desejo de um Feliz Natal para todos os leitores do blog e também para os companheiros. E peço que o ano de 2008 seja feito de alegrias ainda maiores para o mundo esportivo, assim como a vida de todos vocês.

Foto: Feliz Natal

sábado, 22 de dezembro de 2007

Palmeiras: o 'novo' gigante

Por Danilo Lavieri Ribeiro

O Palmeiras parece querer voltar a figurar entre os melhores do país.

Nas últimas semanas, vimos grandes investimentos, dignos de um clube de nove títulos nacionais, uma libertadores e um mundial ( mesmo que seja com outro nome).

A verdade é que o Verdão sai na frente dos adversários, até mesmo do São Paulo, quando anuncia uma Arena com todas as adequações da Fifa. Sai na frente com tal acordo com a montadora italiana, de R$ 19 milhões que podem chegar aos 21.

Mais uma vez, abre uma dianteira quando contrata Vanderlei Luxemburgo que, apesar de toda sua história não tão gloriosa na última passagem pelo clube, é um grande treinador, talvez o melhor do Brasil.

O que ainda falta é contratar como time grande. A vinda do novo comandante, do patrocinador e essa gana por crescer podem atrair bons jogadores e devem devolver ao torcedor a alegria de ser palmeirense.

Orgulho é uma coisa que a nação alviverde não perdeu. Segue apoiando o time desde sempre, inclusive na trágica queda à Série B. O tradicional slogan ‘Eu Nunca Vou te Abandonar’, que agora está na moda, já foi adotado, não no falar, mas no agir pelos palmeirenses.

Time grande o Palmeiras nunca deixou de ser, sua história, sua tradição, seus títulos e, principalmente, sua torcida não permitem isso. Comparações com a Lusinha soam como brincadeira, e estão longe de vir à tona.

Falta esperar pra ver o que vai acontecer. Se todos os planos saírem do papel, o torcedor do Palmeiras deve gritar, ao menos uma vez, é campeão no próximo ano.

Um ótimo Natal e próspero ano novo a todos do Jornalismo Futebol Clube.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Que venham os reforços!!!

O Campeonato Brasileiro acabou. Temos o campeão, os classificados para a Libertadores da América, para a Sul-Americana, e os rebaixados para a série B do Brasileirão.
Depois de uma temporada que deu emoções até a última rodada muitos jogadores despertaram interesse de clubes do exterior, e para evitar perdas desastrosas os clubes já arregaçaram as mangas em busca de reforços

SÃO PAULO

O campeão brasileiro de 2007 pode perder a sua grande revelação para o futebol estrangeiro, Breno, que pode estar indo para o Bayern de Munique, da Alemanha.
Além de Breno, o São Paulo pode perder Miranda e Richarlyson que têm proposta de exterior e Jorge Wagner e Fredson que encerram seu contrato por empréstimo no fim do mês.
Porém a diretoria tricolor não ficou parada e já contratou Joílson junto ao Botafogo, e anda sondando jogadores como: Adriano (Internazionale), Diego Souza (Grêmio), Juninho (Botafogo) entre outros.

SANTOS

O Santos é um time que pode sofrer bastante por ter ido bem no campeonato. O Clube da Vila Belmiro pode perder seus laterais Kléber e Carlinhos com propostas da Itália e Rússia, respectivamente.
Além dos jogadores já citados o Santos pode perder Adaíton, Petkovic, Pedrinho, Marcos Aurélio, Alessandro e para alguns o maior craque do time o técnico Vanderlei Luxemburgo, pois ainda não renovaram seus contratos.
Contratações efetivadas ainda não existem no Santos porém sondagens não faltam como: Paulo Baier (Goiás), Acosta (Naútico), Araújo (Al Gharrafa-QAT) Rodrigo (Dinamo Kiev-UCR), Michael (Dinamo Kiev-UCR), Kléber (Dinamo Kiev-UCR).

PALMEIRAS

O Palmeiras é clube que, pode-se dizer, não foi mal no Brasileirão, porém foi um time muito irregular durante todo o campeonato, tanto que perdeu a vaga na Taça Libertadores da América 2008 na última rodada dentro de casa.
E para que o ano que vem seja melhor, a diretoria alviverde terá que se esforçar bastante para perder o mínimo de jogadores possível e ainda contratar jogadores de bom nível para tentar manter uma boa equipe.
Jogadores como: David, Diego Cavalieri, Wendel e Rodrigão não devem permanecer no clube para a Temporada 2008 além do técnico Caio Jr. Que tem duvidas quanto à sua permanência. Tentando repor as peças possivelmente perdidas o Palmeiras busca reforços de países vizinhos como: Carlos Villnueva (Audax Italiano-CHI), Fierro ( Colo-Colo-CHI) além de recorrer também a jogadores que se destacarm no Brasileirão como: Vágner Diniz (Vasco), Junior César e Thiago Neves, ambos do Fluminense, porém com tantos nomes ainda não tem nenhum contratação concretizada no clube do Palestra Itália.

CORINTHIANS

Após um ano para ser apagado da memória, pois o time foi rebaixado para a Série B, o Corinthians tenta renascer das cinzas. Com isso, a diretoria está sendo trocada e Antônio Carlos e Mário Gobi são nomes fortes para assumirem a parte futebolística da diretoria.
Com relação aos jogadores, o Corinthians pretende fazer uma reformulação no time. Nomes como os de Fabio Braz, Iran, Gustavo Nery, Ailton entre outros não vestirão a camisa do Corinthians em 2008.
Entretanto, os dirigentes já estão armando o time para 2008 e já contrataram Lima, ex-São Paulo e Rafinha e estão atrás de outros nomes como: Douglas (São Caetano), Chicão (Figueirense), Vitor (Goiás), Leonardo (Portuguesa).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Acabou!


O Campeonato Brasileiro acabou e acima está a foto da Seleção do Campeonato. Na ordem, Miranda e Breno (zagueiros), Rogério Ceni (goleiro), Pierre (volante), Kléber (lateral-esquerdo), Valdívia (meia) [em pé]; Muricy Ramalho (técnico), Hernanes (volante), Thiago Neves (meia), Josiel e Acosta (atacante) e Léo Moura (lateral-direito).

Revelação do campeonato: Breno
Melhor jogador: Rogério Ceni
Melhor estrangeiro: Acosta

Campeão: São Paulo
Vice-Campeão: Santos
Libertadores: Flamengo e Cruzeiro; Fluminense (pela Copa do Brasil)
Sul-Americana: São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Atlético Mineiro, Botafogo, Vasco, Internacional e Atlético Paranaense
Rebaixados: Corinthians, Juventude, Paraná e América-RN
Subiram da Série-B: Coritiba, Ipatinga, Portuguesa e Vitória

Foto: Seleção do Brasileirão do Jornalismo FC

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Leu? Tá novo

Nos gramados, a luta pela Libertadores e a fuga do rebaixamento movimentam o fim da temporada nacional. Só o São Paulo e o América-RN já podem fazer o balanço do ano. Fora das quatro linhas, o futebol e seus personagens sonham, processam, contemplam...

Futuro
O ex-goleiro do São Paulo, agora no Botafogo, Roger, planeja candidatar-se vereador em 2009. O partido é o Democratas (antigo PFL), do qual já é presidente em sua cidade natal, Cantagalo (RJ). Educação e esporte são o foco do possível mandato.

Justiça
Ronaldinho, meia da seleção brasileira e do Barcelona, quer levar aos tribunais a televisão espanhola Telecinco e o programa que transmitiu imagens do craque em terras brasileiras. Durante as cenas de uma festa, uma voz indagava se estava bêbado ou drogado. O jogador alega atentado contra o direito à honra e à intimidade. Vai saber.

Homenagem?
Dirigentes do Sport de Recife homenagearam o São Paulo, único pentacampeão brasileiro, segundo a CBF, pelo título desse ano. Para os mais desavisados, eles não viraram tricolores. Os outdoors espalhados pela cidade fazem parte do ataque ao Flamengo, que reivindica ser o primeiro time cinco vezes campeão. Para dar sentido: o Sport afirma ser o real campeão de 1987, coisa que o time carioca também se considera.

Corinthians
O STJD pode deixar a vida corinthiana ainda mais difícil. Foi requisitado o vídeo do jogo contra o Goiás, em que Finazzi teria feitos gestos indicando “roubo” e chamando o árbitro de vagabundo. O outro herói do timão, Felipe, teve sua importância reconhecida. A diretoria pretende reajustar o salário do goleiro. Atualmente, recebe 30 mil reais, menos que Jean e Marcelo, ambos da mesma posição do "segura-as-pontas".

Não é aqui, é lá
A craque Marta, da seleção brasileira e do clube sueco Umea, foi reconhecida como a melhor atacante da temporada de 2007. A jogadora pintou o sete no Pan do Rio e no Mundial da China.

Ele não é mais o mesmo!

Por: Leandro Carneiro

Existe zebra no tênis? Ninguém sabe, mas a derrota de Federer na estréia da Masters Cup é algo que realmente surpreendeu a todos do mundo do esporte. Desta vez, o autor da façanha foi o chileno Fernando Gonzáles. A maior surpresa é que anteriormente, o suíço tinha batido o atleta do Chile em 10 oportunidades, sem perder nenhuma.

A partida termino 2x1 para Gonzáles, parciais de 3/6 7/6 e 7/5. Com a derrota, Federer demonstra uma decadência em seu jogo na temporada. Isso pode ameaçar a luta do suíço pela conquista da Masters Cup. Foi a primeira vez em quatro anos que o tênis perde dois jogos seguidos. A primeira tinha sido a aproximadamente uma semana quando David Nalbandian ganhou de Federer em Paris.

Após a partida, o suíço mostrou-se muito abatido com a derrota. “Foi uma derrota dura, porque acho que joguei muito bem. Gostaria mesmo de ter uma desculpa”, afirmou. E elogiou o adversário. "Mas tenho de dar créditos a ele (González). Foi ridículo alguns golpes que ele acertou, principalmente nos cantos da quadra. Ele sempre teve um forehand perigoso, mas hoje estava batendo a esquerda melhor do que de costume. Foi o que me matou", emendou.

Com a vitória, o chileno fica na segunda posição do grupo. O líder é Andy Roddick que venceu por 2x1 o russo Nikolay Davidenko. O norte-americano fica na frente no desempate de games. No outro grupo, a liderança é de David Ferrer, que bateu Novak Djokovic por 2x0. Em segundo, está Nadal que venceu por 2x1 o francês Richard Gasquet.

Nesta terça-feira, o servo Djokovic enfrenta Richard Gasquet e Nadal tem pela frente seu compatriota David Ferrer.

Fotos:
Roddick
Federer
Gonzáles